🧩 CQC #47 | faixa azul

🧩 CQC #47 | faixa azul


inspiração da semana

Já contei aqui que voltei pro tatame depois de quase 30 anos. Agora, com ≈150 treinos na conta, acumulei os 4 graus que a faixa branca permite e, se tudo correr bem, devo receber minha faixa azul nos próximos meses.

Pessoalmente, uma baita conquista. Mas ontem, conversando com um dos faixas pretas da academia, descobri um dado que me derrubou: a esmagadora maioria dos praticantes de jiu jitsu desiste do esporte depois de conquistar a faixa azul.

O motivo ele me disse com um sorriso no rosto não de quem tira o sarro, mas de quem já percorreu a jornada:

"na faixa azul, você percebe que esse tempo todo todo mundo só estava pegando leve com você."

E que baita analogia pra criação de conteúdo, não é?

Enquanto você cria conteúdo gratuito, as pessoas são gentis.
Curtem, compartilham, elogiam, recomendam, mandam DM, agradecem.

Mas no dia em que você cruza a fronteira entre conteúdo e oferta, descobre a duras realidade: vender muda a relação.

E é aí que muita gente desiste.


dor

Todo seguidor ama o creator até ele vender.
Todo mundo engaja com o creator até ele ter preço.
Todo mundo apoia até virar transação.

O paralelo com a faixa azul é gritante.

Mas aqui vai a verdade crua:
A maioria não tem problema com vender.
Tem problema com o silêncio que acontece depois da oferta.

Com o amigo que sempre engajou e agora acha caro.
Com o seguidor que dizia “arrasou” e agora visualiza e some.
Com a sensação de que você “forçou a barra”.

E, assim como no tatame, esse é o momento em que muita gente entrega a faixa e vai embora pra nunca mais voltar.


princípio

Vender não é colocar um link na bio.
Não é um carrossel.
E, definitivamente, vender não é um “manda DM para saber mais”.

Vender é um ato de posicionamento.

É dizer:
“Eu tenho método. Eu resolvo um problema. E meu tempo vale dinheiro.”

E isso muda tudo.

Quando você assume esse lugar, o jogo deixa de ser quantas pessoas te leem e passa a ser quantas pessoas avançam com você.

É onde começa a faixa azul: quando o tatame esvazia e só fica quem realmente quer evoluir.


bastidores

Recentemente uma seguidora me procurou porque queria usar o LinkedIn para vender. O nicho dela? Seguro de vida e proteção financeira.

Em 40 minutos de conversa, fizemos três ajustes simples:

  1. Reposicionamento imediato: fugimos do tom genérico de “educação financeira” e fomos para um ângulo mais humano e específico: proteger quem cuida.
  2. Clareza de quem ela quer atrair: identificamos que os melhores clientes dela não eram “pessoas interessadas em finanças” (muito amplo), mas três nichos específicos que unem vendas, crescimento e propósito.
  3. Estrutura de conteúdo que vende sem parecer venda: criamos uma linha editorial que mescla educação, planejamento, storytelling e conversão.

Resultado: posicionamento pronto pra rodar, linha editorial desenhada e clareza de como transformar conteúdo em venda.
E isso em uma chamada — porque quando alguém entra no Zoom comigo, não sai com teoria. Sai com estrutura.


prática

Dá pra vender sua experiência na internet sem um funil mirabolante.
Sem “lançamento”.
Sem copy hollywoodiana.

Só três movimentos já te mostram o caminho das pedras:

1️⃣ Clareza da pessoa compradora
Não é quem te ama.
Não é quem elogia.
Não é quem comenta.

É quem tem a dor que você endereça, o orçamento pra te pagar e a urgência de resolver o problema o quanto antes.

Se você fala com todo mundo, não vende para ninguém.

2️⃣ Clareza da oferta (em 1 frase)
Seu serviço precisa caber em uma linha clara o suficiente pra alguém repetir:
“Eu ajudo ________ a ________ em ______ usando ______.”

Se não couber aqui, não vende.

3️⃣ Clareza do próximo passo
Algo que 98% das pessoas nunca fazem:
dizer exatamente o que a pessoa deve fazer agora.

Responder ao e-mail.
Chamar no WhatsApp.
Preencher um formulário de 2 minutos.

Vender é sempre uma sugestão clara de movimento.

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Se você está na fase do ‘todo mundo pega leve comigo’, essa consultoria é para você.

Me responde esse email com “faixa azul” e eu te envio tudo:
formato, valores, pré-requisitos e agenda de início.

É simples: ou você começa a vender agora, ou fica mais um ano postando sem avançar.

Até o feed,
Daniel Damico

PS: só me escreve se você quer construir uma oferta que dá dinheiro — não autoestima.