Mission Log vinte e dois. A última página do caderno. As últimas palavras desse lápis. Sete meses de escrita resumidos nos cinco minutos que sobravam no relógio. Pra quem chega agora: a prática é escrever todo dia por vinte minutos contados no relógio (ou não), num caderno qualquer; uso IA pra peneirar o que publico na internê. #001 abre a série.
Esse foi o caderno mais impactante dos sete ou oito que usei desde que comecei a escrever de forma habitual. O caderno que mais mudou. O que mais me viu amadurecer. As porradas mais difíceis, mais frequentes e mais doloridas vieram dessas páginas. Viveram nessas práticas.
Escrevi tudo quase sempre cansado, no meio de uma rotina tão maluca quanto a do Querido Leitor. Eu talvez só tenha mais filhos que você. Mas me recuso a chamar de estorvo o que sonhei ter por mais de 30 anos.
As linhas aceitam tudo. Mas tudo é muita coisa. Com medo dessa imensidão do que é possível criar, eu não criava nada. Vivia travado. Até que o ritual esporádico pra desopilar virou prática diária.
De vinte em vinte minutos, ganhei momento; preenchi mais páginas nesse caderno em algumas semanas do que o que levei anos para preencher no caderno anterior.
Agora, uso os últimos suspiros dessa dupla de lápis e caderno pra bater de frente com o medo e compartilhar a ideia mais maluca que já tive: publicar um livro de crônicas tirado dessas cartas, dessas reflexões.
Crônicas. Alguém parado, observando uma coisa rotineira que quase ninguém para pra olhar: os pensamentos.
Encerro esse caderno com um projeto que só foi possível por causa dele e te convidando pra acompanhar.
Plim?
Daniel
