Mission Log vinte. Pra quem caiu aqui agora: a regra é escrever todo dia por vinte minutos, num caderno qualquer; o Claude peneira o que sobra pra internê. #001 abre a série.
Escrita tipo I hoje — mas tipo I com três cabeças, não uma só.
Hoje, vinte minutos no relógio me devolveram três pensamentos. Não vou tentar costurar eles num argumento. Vou só nomear, como quem separa as meias da gaveta antes de dobrar.
A primeira coisa. A parte de trás do meu quintal é um declive. Fico pensando em maneiras de nivelar, deixar a grama mais bonita e mais fácil de cortar. Tenho essa ideia de ter uma minicozinha lá fora, um espaço pra grelhar, fazer pizza e comer/hang out. De alvenaria? Um deck de madeira? De repente com espaço para uma futura sauna. Um Forte Apache grudado na floresta — assim como eu chamaria se tivesse 8 anos. Não faço ideia quanto custa. Podia até filmar/documentar o processo e buscar o apoio de marcas... sonho ou possibilidade?
A segunda coisa. A pergunta que eu mais escuto (depois de "pai, qual é a sobremesa?"), é "como vocês dão conta, Damico?". A resposta é mais simples do que parece e quase ninguém aceita: a gente faz fazendo. Com medo, mas com confiança. Nem que às vezes precisemos fingir costume.
A terceira coisa. Que é difícil cuidar da cabeça quando os pequenos demandam uma versão de nós que ainda não somos. Quão desgastante é pular do estado mental que estou pro outro que eles precisam que eu esteja... é uma conversa importante e que é difícil fugir da cagação de regra.
Três fios que, apesar de parecerem, não estão tão desconectados assim.
Uma ideia que parece grande demais pra ser executada. Uma rotina que parece puxada demais pra ser possível. Uma conversa que parece difícil demais pra ser colocada na mesa.
O Mission Log existe pra isso, no fundo: tirar o emaranhado da cabeça, pôr no papel, e deixar as perguntas aparecerem.
E você, o que tem escrito no seu caderno?
Plim.
Daniel
Fiz um post no LinkedIn sobre a frustração de tentar articular
essas 3 ideias num post coerente (spoiler: desisti).
